São Paulo - Colocar para tramitar uma reforma tributária conforme a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência avança no Congresso é uma estratégia parlamentar "muito inteligente" para estimular a aprovação das mudanças na aposentadoria, na avaliação do deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP). O líder do partido na Câmara dos Deputados apresentou no início de abril uma PEC para alterar o sistema tributário brasileiro.


Para Rossi, a pauta é positiva e bem vista pela sociedade, o que poderia compensar o desgaste eleitoral dos parlamentares caso seja aprovada a reforma previdenciária, de menor apelo popular.


"Em estratégia parlamentar, seria muito inteligente, em ato contínuo, tocarmos a reforma tributária [após a da Previdência], uma que divide a sociedade, outra que une", disse Rossi nesta segunda-feira (6).


Ele afirmou que trabalha para a reforma da Previdência ser aprovada, com ajustes, mas admitiu que há dificuldades para a pauta avançar no Congresso. A ideia, segundo ele, é "fazer um balanço de uma pauta de maior desgaste com outra pauta positiva". "Isso até seria um facilitador para conseguirmos os 308 votos [de deputados federais] difíceis da reforma da Previdência", disse.


Ele negou que uma tramitação conjunta possa atrapalhar a PEC das aposentadorias. "Não é verdade, as duas são fundamentais para o país ." O deputado reconhece, no entanto, que "não adianta correr" com as mudanças nos impostos, porque, segundo ele, há "um acordo político de não atropelar a reforma da Previdência".


A base para o texto de Rossi é do CCiF (Centro de Cidadania Fiscal) e encabeçada pelo economista Bernard Appy. A ideia central é substituir, em dez anos, cinco tributos que incidem sobre o consumo (ICMS, PIS/Cofins, ISS e IPI) por um imposto único com alíquota estimada de 20%.

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