Deputado defende pesquisa da ''scrapie''
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sábado, 05 de abril de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado federal Gustavo Fruet (PMDB) defendeu que a ocorrência do ''scrapie'', que atacou uma ovelha do rebanho da Fazenda Experimental da PUC, seja uma oportunidade para se pesquisar com seriedade a doença. Fruet, que era produtor de ovelhas há dois anos, quando ocorreu um foco da doença no Paraná, teve seu plantel sacrificado e nunca se conformou.
Na época, o deputado defendia que a universidade deveria pesquisar mais a ocorrência da doença. Se isso tivesse acontecido em 2001, quando surgiu o foco no Estado, hoje o sacrifício dos animais poderia ser evitado. Na época, o Ministério da Agricultura determinou a morte de 505 ovelhas pertencentes à linhagem (ascendentes e descendentes) dos animais contaminados.''Não tenho dúvidas que o procedimento do Ministério será o mesmo de há dois anos'', lamentou o deputado. ''Ao invés de repetir o sacrifício em grandes proporções, o caso deveria ser revertido para pesquisa'', insistiu.
''É uma contradição, mas é uma realidade que o Ministério da Agricultura não pode desperdiçar'', disse o deputado. Segundo Fruet, a doença foi se manifestar justamente no rebanho de ovinos de uma propriedade da PUC, ''que é uma entidade de ensino séria e que não está ligada a interesses comerciais''. ''Imaginem a contribuição que os professores não poderiam dar para elucidar as reais condições em que podem ocorrer a propagação do scrapie'', acrescentou.
''Se o problema existe, tem que ser dada uma resposta à população e aos produtores'', disse o deputado. Para ele, o sacrifício total dos animais só cria um clima de insegurança entre os produtores e pode desestimular a produção de ovinos no País. ''Quem vai se sentir seguro a iniciar uma criação de ovinos, com essa ameaça sobre a cabeça?'', perguntou.
O ''scrapie'' é uma doença de origem nervosa que ataca ovinos, com sintomas semelhantes aos da ''vaca louca'', conhecidos como encefaloespongiforme, porque o cérebro dos animais contaminados ficam semelhantes aos de uma espuma. Os animais apresentam dificuldades de marcha, de equilíbrio, perdem peso, perdem lã e morrem. Não se tem conhecimento de que a doença se propaga entre os humanos, portanto não é considerada uma doença de saúde pública.


