São Paulo- Números da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que foram divulgados ontem como parte do Congresso Internacional de Automação Bancária (Ciab), mostram que o volume de depósitos feitos por clientes em bancos subiu 19%, para R$ 1,066 trilhão, em 2005, com relação ao ano anterior. O número de contas correntes, no entanto, ficou praticamente estável, evoluindo apenas 5%.
Segundo os dados da Febraban, o volume de recursos depositados no ano passado foi expressivo, quando comparado com a inflação do período, e mostrou maior vigor nas aplicações financeiras. Os fundos de investimento, receberam R$ 559,3 bilhões - uma alta de 18% -, enquanto os depósitos à vista aumentaram apenas 12%, para R$ 85,4 bilhões. O ingresso de recursos na poupança, por sua vez, subiu só 6%, para R$ 169,3. Já os depósitos a prazo tiveram o melhor desempenho e passaram de R$ 118,1 bilhões em 2004, para R$ 252,4 bilhões - uma elevação de 34%.
A alta nos depósitos não se repete no número de contas correntes, que aumentou apenas 5% em 2005, totalizando 95,1 milhões. Esse porcentual é semelhante ao de clientes que abriram contas poupança no ano passado, que ficou em 6% - o que corresponde a 24,6 milhões de contas.
Chama atenção, entretanto, o número de clientes que passaram a utilizar os serviços bancários por meio da web. Em 2004 eram 18,1 milhões, número que saltou para 26,3 milhões em 2005, demonstrando um aumento de 45% em relação ao ano anterior.
As transações de pessoas físicas por meio da internet subiram 55%, para 3,16 bilhões em 2005, enquanto as movimentações feitas por empresas cresceram 44%, totalizando 2,68 bilhões no mesmo período.
Os dados da Febraban também mostram um aumento expressivo das transações automáticas de origem externa, que englobam débitos automáticos, créditos salariais, DOCs e TEDs. Esse tipo de operação registrou uma alta de 112%, atingindo 1,42 bilhão. De acordo com a federação, essa elevação pode ser explicada pelas liquidações de parcelas dos empréstimos consignados, que cresceram 92%, para R$ 23,7 bilhões.
A maior exploração do varejo pelos bancos também levou a uma alta de 59% no uso dos correspondentes bancários, onde foram realizadas 296 milhões de operações em 2005. As operações de cobranças de tarifas, taxas e impostos, subiram 15%, para 8,6 bilhões no ano passado.

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