Depois de oscilar muito, Bovespa fecha em alta
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sexta-feira, 31 de outubro de 1997
Agência Folha São Paulo 
France PresseOperador na Bovespa: fim do sufocoPassou o furacão que atingiu a Bolsa de Valores de São Paulo. Apesar de ter oscilado muito ontem, o volume de negócios foi menor que o dos últimos dias, demonstrando uma maior tranquilidade dos investidores, e o mercado fechou com alta de 1,48%.
No fronte interno, a alta brutal dos juros patrocinada pelo governo ontem à noite serviu para garantir aos investidores estrangeiros que a política cambial será mantida a todo o custo, o que inclui levar o país à recessão. Com um risco cambial consideravelmente menor, os estrangeiros voltaram ao mercado, comprando majoritariamente papéis da Telebrás, a estatal de telecomunicações que deve ser privatizada no meio do ano que vem. As ações do tipo PN (Preferencial Nominativa, que tem preferência na distribuição dos lucros da empresa) fecharam com alta de quase 5% e representaram cerca de metade dos negócios.
No fronte externo, a alta dos principais mercados asiáticos e europeus e também da Bolsa de Nova York (0,82%) serviu para animar os investidores. Segundo operadores, se os compradores vieram de modo geral de fora, os vendedores foram principalmente instituições locais com necessidade de fazer caixa para cobrir os prejuízos dos últimos dias.
Nos próximos dias, as ações da Bovespa devem continuar oscilando com intensidade, até que os preços encontrem novo patamar. Mas, se Telebrás e outras estatais privatizáveis devem retomar a alta, as ações das empresas privadas não devem ter a mesma sorte. Isso porque a alta dos juros vai
certamente reduzir o nível de atividade, o consumo e os lucros.


