Os produtores de milho safrinha que fizeram seguro de suas lavouras na Cosesp - Companhia de Seguros do Estado de São Paulo - congestionaram os fax da empresa ontem. Eles estavam desesperados em busca de uma resposta rápida no pagamento das indenizações. O medo é que a empresa ‘‘quebre’’ e que eles fiquem a ‘‘ver navios’’.
O seguro do milho safrinha, através da Cosesp, que prevê o pagamento de perdas por geadas chega a R$ 105 milhões só no Paraná.
No final da tarde, a empresa divulgou uma nota oficial tranquilizando os produtores, avisando que todos os sinistros serão pagos. A Cosesp admite que a geada ocorrida nos últimos dois dias na região Centro-Sul do País é uma das maiores, desde que começou a fazer seguro no Paraná, ‘‘mas não é o caso dos produtores ficarem apavorados’’, disse um assessor.
A Cosesp informou que já está acionando os engenheiros agrônomos credenciados para quantificar as perdas e pretende iniciar os pagamentos no máximo em 15 dias. Pediu no entanto, que como o número de pedidos para verificação dos sinistros é muito grande, para que o agricultor não remova a cultura perdida. Que fique como está, até receber a visita do agrônomo credenciado.
A nota da empresa diz que ela tem solidez e segurança para pagar as indenizações, porque contribui com o Fundo de Estabilização do Seguro Rural, administrado pela Susep - Superintendência de Seguros Privados. Através desse fundo, a Cosesp deposita 50% das operações lucrativas e em caso de sinistro forte como agora, retira 100% dos depósitos feitos.
Hortaliças O impacto das geadas dos últimos dois dias nos preços das verduras foi imediato. Ontem, a couve-flor estava 50% mais cara no mercado atacadista da Ceasa. Outros produtos como aipim, alface, batata, tomate e maçã vermelha também tiveram seus preços elevados.
A couve-flor que estava sendo ofertada por R$ 8,00 a dúzia, subiu para R$ 12,00 ontem. A caixa de alface, com 24 pés, que estava custando R$ 8,00, foi para R$ 10,00, uma elevação de 25%. Esse preço foi calculado na média de comercialização da central atacadista. Mas uma empresária, que possui empresa de refeições industriais em Curitiba, chegou a pagar três vezes mais pela alface, em relação ao que vinha pagando.

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