A queda do preço da arroba do boi registrada em novembro é consequência do excesso de oferta de carne no mercado interno. No mês passado, quando a arroba atingiu picos de R$ 62, o mercado estava em euforia, com o fim do ''vazio sanitário'' (período de seis meses que o Paraná tinha que cumprir depois do sacrifício sanitário de cerca de 7 mil bovinos). A expectativa do mercado era de que as exportações seriam retomadas, o que não aconteceu por entraves burocráticos.
''As exportações, embora pequenas, puxam o preço e equalizam o mercado. O que aconteceu era que tínhamos o preço, mas não a demanda'', salienta Gustavo Fanaya, economista do Sindicato das Indústrias de Carne (Sindicarnes). Mesmo com o fim do vazio sanitário, o comércio de carne do Paraná continua embargado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) porque o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ainda não enviou ao órgão o relatório com as ações realizadas no Estado.
''O ministério (Mapa) está aguardando a conclusão do processo do Mato Grosso do Sul porque os dois casos estão ligados. E isso não há prazo para acontecer'', observa Fanaya. Ele aposta em uma reação do mercado quando esse problema for resolvido, mas observa que na primeira quinzena do próximo mês não deve haver recuo de preço devido ao aumento do consumo. No entanto, a partir da segunda quinzena de dezembro e em janeiro, a tendência é queda no consumo.

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