Imagem ilustrativa da imagem Depois da estagnação
A carne suína teve alta de 30% nos embarques ao exterior


Os números da produção nacional de ovos e de carnes de frango e suínos beiraram a estabilidade em 2016, de acordo com cálculos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A produção de avicultores deverá fechar em 12,9 milhões de toneladas, ou 1,8% a menos do que em 2015, e a de ovos, 0,8% inferior, com 39,1 bilhões de unidades. A de suinocultores ficará 2,4% maior, com 3,7 milhões de toneladas.

Pequenas diferenças entre os mercados levaram aos resultados, sempre com todas as culturas pressionadas pelo alto custo de insumos. No caso da carne de frango, por exemplo, a falta de crédito e a crise econômica interna foram mais determinantes para a queda, com consumo per capita anual estimado em 41,1 quilogramas, retração de 4,9% em relação ao ano passado. Porém, houve alta de 2% nas exportações, com um total de 4,39 milhões de toneladas produzidas e US$ 6,875 bilhões em receita estimadas. Para 2017, a ABPA prevê elevação de 3% a 5% na produção e nas exportações.

Em ovos, o número deverá bater em 190 unidades ante 191 no ano passado, diferença de 0,7%. As exportações também diminuíram 45% em 12 meses e saiu de 18,7 mil toneladas para 10,2 mil. A receita chegará a US$ 14 milhões, saldo 40,8% inferior aos US$ 23,6 milhões do ano passado. No próximo ano, o setor espera uma elevação de 2% na produção de ovos e de até 3% nas exportações.

Já a carne suína teve alta de 30% nos embarques ao exterior com a abertura de novos mercados, o que ajuda a explicar o melhor momento. A oferta interna foi 3,5% menor, com um total de 2,9 milhões de toneladas, o que representou uma diminuição de 4,9% no consumo, com 14,4 kg por habitante. Porém, foram 720 mil toneladas exportadas ante 555 mil no ano passado, com saldo de US$ 1,444 bilhão. Para 2017, ABPA estima um aumento de até 2% na produção e de até 5% nas vendas externas. (F.G.)

mockup