Dependência da máquina pública
Curitiba - Cerca de um terço dos municípios brasileiros continua dependente da administração pública como motor principal de suas economias. Dados do IBGE mostram que 1.881 das 5.564 cidades brasileiras estão nessa condição.
Em Uiramutã (RR), 80,1% da economia local é dependente da máquina administrativa. Naquele estado, a administração pública teve peso superior a 39,7% em todos os municípios. No Amapá, esse peso foi evidente em 38,6% das cidades.
No total do PIB brasileiro de 2007, a máquina pública teve participação de 13,3% em termos de valor adicionado bruto no PIB.
Entre as capitais, os maiores pesos foram constatados em Brasília (48,3%), Boa Vista/RR, Macapá/AP, Rio Branco/AC (26,7%) e Porto Velho/RO (22,2%).
Por outro lado com percentual mais baixo, vieram Vitória/ES (4,5%), São Paulo/SP (5,9%), Curitiba/PR (7,3%), São Luiz/MA (8,3%) e Manaus/AM (8,8%). O coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt, acredita que a dependência de Curitiba em relação à administração pública é menor porque a cidade tem inúmeras atividades do setor privado, serviços de ponta e muita representatividade na área de informática e produção de software. Também há grandes empresas com centros administrativos na Capital. Segundo ele, tudo isso contribuiu para a expansão da renda.
Indústria
O IBGE apontou ainda que São Paulo manteve-se estável como o principal polo industrial do país, com a mesma participação de 2006: 9,3%. Em 2003, essa proporção era de 10,6%. Impulsionado pelo petróleo, Campos dos Goytacazes (RJ) vem em segundo lugar, com 2,2%.
Dez municípios concentravam aproximadamente 25% do valor adicionado bruto da indústria em 2007. A população deles representava 13,4% do total do país. Naquele ano, 2.464 municípios responderam por 1% do valor adicionado bruto da indústria e concentraram 9,3% da população.
Entre os 35 municípios com pelo menos 0,5% do valor adicionado bruto industrial em 2007, os líderes em crescimento foram Duque de Caxias/RJ (0,4%), impulsionado pela alta no preço dos derivados do petróleo e da produção de álcool, e São Bernardo do Campo/SP (0,2%), na esteira da expansão do setor automobilístico. (Andréa Bertoldi com Folhapress)





