Denunciada a chacina de 300 pessoas em Burundi
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sábado, 23 de novembro de 1996
France Presse 
GENEBRA - Trezentos burundineses que tinham voltado do Zaire foram assassinados em uma igreja da província de Cibitoke, Oeste de Burundi, informou ontem em Genebra Christiane Berthiaume, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).
Trezentas pessoas foram assassinadas no dia 22 de outubro passado na igreja do povoado de Murambi, onde tinham passado a noite, precisou a porta-voz.
Ainda não se sabe quem foram os autores da matança, acrescentou. As vítimas tinham voltado voluntariamente a Burundi, procedentes do Zaire, onde estavam refugiadas.
No total, 50 mil refugiados burundineses voltaram a seu país depois que começou a crise no Leste do Zaire, segundo o Acnur.
O alto comissário Sadako Ogata decidiu enviar um representante especial a Bujumbura, capital de Burundi. Trata-se de Dessalegn Chefeke, que examinará com as autoridades burundinesas as medidas necessárias para proteger os repatriados.
Outros 200 mil Duzentos mil refugiados hutus ruandeses estavam ontem em uma montanha 130 quilômetros ao norte da cidade de Bukavu (Zaire), segundo depoimentos recolhidos pela AFP em Nyabibwe, cidade localizada entre Bukavu e Goma.
A rota que leva a Goma, mais ao norte, está bloqueada neste local por uma coluna de um quilômetro formado por 50 veículos que foram abandonados na noite de quarta-feira passada pelos refugiados ruandeses, depois dos combates entre estes e os banyamulengues (rebeldes tutsis zairenses).
Os 200 mil refugiados provenientes de Bukavu estavam ontem na montanha, a 30 quilômetros de Nyabibwe, segundo os depoimentos.
Os combatentes banyamulengues e os habitantes zairenses da cidade afirmaram que os últimos refugiados ruandeses saíram da cidade na quarta-feira às 21 horas.


