Agência Folha
A Gallus Agropecuária, empresa que negocia contratos de engorda de bois e outros animais, está atrasando o resgate das aplicações de parte dos seus investidores. ‘‘A média de atraso é de 15 dias’’, afirma Maria Cristina Caron, gerente investidores’’.
‘‘O atraso atinge menos de 1% dos parceiros’’, conta Fernando Caron, presidente da empresa. Segundo ele, a Gallus, que conta com 3.000 investidores, está pagando juros sobre o valor em atraso. Caron disse que a empresa não consegue cumprir os prazos de resgate porque alguns dos seus clientes estão pagando as compras - carne, leite e derivados - com atraso.
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), encarregada de fiscalizar e não-cumprimento dos prazos de resgate foi acionada. ‘‘A CVM recebeu pelo menos meia dúzia de de reclamações’’, diz Ricardo Gontijo, superintendente de comunicação da CVM.
As empresas que oferecem contratos para engorda de animais têm até abril para se transformarem em sociedades anônimas. A Gallus, conta Caron, entrou ontem com pedido de registro da empresa no órgão. O aposentado Lafayete Gurgel do Amaral, 86, é um dos investidores que apresentou queixa contra a Gallus. Ele investiu R$ 5 mil em julho de 1997 em um contrato de engorda de suínos. A Gallus prometeu pagar a ele R$ 6.075,00 seis meses depois.

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