Denúncia contra Temer influencia câmbio
Dólar fecha em alta de 0,54% a R$ 3,2509
O dólar fechou em alta ante o real pelo quinto dia consecutivo nesta terça-feira, 24, diante de uma cautela dos investidores. O grande receio do mercado é que o presidente Michel Temer não consiga um apoio significativo na votação da segunda denúncia no plenário da Câmara, nesta quarta-feira, 25, o que poderá complicar o prosseguimento da reforma da Previdência. No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,54%, aos R$ 3,2509. O giro financeiro somou US$ 1,44 bilhão. No mercado futuro, o dólar para novembro subiu 0,17%, aos R$ 3,2475. O giro financeiro somou US$ 25,18 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,2280 (-0,43%) a R$ 3,2705 (+0,87%).
Ibovespa se recupera e termina em 76.350 pontos
O Índice Bovespa engatou um movimento de recuperação e anulou praticamente todas as perdas da véspera, ao subir 1,24% nesta terça-feira, 24, aos 76.350,19 pontos. A melhora foi favorecida pelo mercado externo, animado por balanços corporativos e perspectivas de aquecimento econômico. Internamente, a expectativa pela votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer foi fator de cautela. A precaução se refletiu mais uma vez no volume de negócios - de R$ 8,5 bilhões - ainda inferior à média do mês.
Alta do minério favorece Vale ON e Gerdau PN
Os principais destaques de alta no dia ficaram com as ações sensíveis aos preços das commodities. Vale ON subiu 3,42% apoiada na alta do minério de ferro e no bom desempenho de outras mineradoras no exterior. Os ganhos se estenderam às ações do setor siderúrgico, com destaque para Gerdau PN (+3,35%). Já a valorização expressiva dos preços do petróleo influenciou Petrobras ON e PN, que avançaram 2,12% e 1,91%, respectivamente. As ações de bancos, que detêm o maior peso na composição do Ibovespa, subiram em bloco e completaram o quadro positivo para as blue chips.
Taxa DI para janeiro de 2021 termina em 8,95%
Os juros futuros de longo prazo fecharam em alta moderada a sessão regular desta terça-feira, 24, de agenda esvaziada de indicadores e noticiário também fraco. A exemplo da segunda-feira, 23, as preocupações relacionadas ao exterior, principalmente à definição de quem será o presidente do Fed em 2018, que impulsionam o dólar e os juros dos Treasuries. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 7,27%, de 7,26% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,22% para 8,25%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 8,95%, de 8,91%, e a do DI para janeiro de 2023 avançou de 9,60% para 9,64%.





