O dentista Newton Expedito de Moraes nem lembra mais quantas vezes acionou a Justiça contra os bancos para obter a correção de valores de suas antigas cadernetas de poupança. ''Em três ou quatro ações, já consegui receber. Uma deu R$ 9 mil, outra R$ 10 mil e outra uns R$ 12 mil. Não tenho certeza dos valores exatos'', enumera.
Ele diz que ainda tem algumas ações em andamento e que vai apresentar outras novas contra o Banco do Brasil. ''Naquela época, a gente abria várias cadernetas. Tinha umas quatro ou cinco num mesmo banco. E às vezes em outros bancos também'', afirma, recordando do tempo de inflação galopante.
Moraes acredita que o brasileiro precisa lutar mais por seus direitos. ''O brasileiro deixa para trás seus direitos talvez por ignorância. E também, às vezes, são tantas coisas na cabeça, que a gente acaba deixando de lado'', diz. Mas não é somente os bancos que ele aciona na Justiça. Professor aposentado da Universidade Estadual de Londrina, ex-diretor da antiga Faculdade de Odontologia, Moraes acompanha uma ação que move contra o Estado em virtude de descontos indevidos em seus salários. ''Ainda não recebi, mas vou receber'', diz o dentista, confiante. (N.B.)

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