Demora nos postos deixa caminhoneiros impacientes
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quinta-feira, 23 de outubro de 2003
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Muitos caminhoneiros ficaram impacientes com a demora para entrar no Paraná e deixaram os postos de fiscalização nas divisas. Dos cerca de mil veículos que esperavam a liberação na quarta-feira, sobraram cerca de 250 ontem. A barreira pode motivar um protesto da Associação Brasileira dos Caminhoneiros, entidade recém-criada e com sede em São Paulo.
A intenção da entidade era de fechar estradas no Paraná. O coordenador estadual do movimento União Brasil Caminhoneiro, Nelson Canan, disse que não há clima para protesto. Ele conversou ontem com o secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, que disse que a situação está se normalizando.
''Estamos orientando os caminhoneiros para terem paciência, mas é uma questão delicada'', afirmou Canan. Alguns caminhoneiros estavam protestando e decidiram não descarregar a soja até que alguém se responsabilizasse pelo pagamento dos dias parados nas barreiras no Paraná. ''Pode ser a embarcadora, a exportadora, o armazém ou até o governo, mas alguém vai ter que pagar, porque o prejuízo já está formado'', acrescentou.
O secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, concorda que os caminhoneiros não têm culpa na situação. Mas ele disse que as exportadoras sabem dos documentos necessários para transporte de cargas. Ele disse ainda que o governo vai intensificar a fiscalização. Na fronteira com o Paraguai, a fiscalização é da responsabilidade do Ministério da Agricultura, que até agora não recebeu nenhuma ordem para barrar caminhões sem documentos.


