A demora no atendimento do setor de arrecadação da Prefeitura Municipal de Londrina não é novidade. Nos últimos dias de 2008, contribuintes tumultuaram a seção com intuito de pagar impostos sem a cobrança dos juros que incidiriam na virada do ano fiscal. Mas nem mesmo a virada do ano trouxe agilidade ao setor. Na tarde de ontem, a reportagem da FOLHA encontrou contribuintes irritados com o tempo de espera para os atendimentos que passava de duas horas.
''Há mais de 2 horas e meia estou a espera de informações para o parcelamento de IPTU e até agora não fui atendida'', esbravejou Sirlei Meireles dos Santos. Ela não foi a única a se queixar entre os 80 contribuintes, que por volta das 17 horas de ontem, esperavam o visor eletrônico chamar sua senha. Para ela, faltam atendentes para dar conta de atender a número de pessoas que procuram o setor. São 16 guichês disponíveis.
Ainda segundo Sireli, muitos não tiveram paciência para esperar e foram embora. Ela ressalta também que o painel de senhas só começou a chamar quando a imprensa chegou ao local: ''antes não estava assim''. Sirlei afirma ainda que seu marido já havia procurado o setor em outra oportunidade. ''Mas ele desistiu por causa do mesmo motivo: é demorado. Por isso eu tive que vir hoje''.
''Na hora que eu cheguei estava lotado'', observou o assessor jurídico Fábio Augusto Colauto. Durante as duas horas e dez minutos - das 14h45 até 16h55 - que permaneceu no setor, observou que muitas pessoas reclamavam do tempo de espera e na sequência desistiam. ''O atendimento é péssimo, ainda mais para quem precisa resolver as pendências em um tempo razoável. Tem gente que não pode perder outros compromissos agendados para o mesmo dia'', reclamou.
De acordo com Elcídio Negrão, técnico de gestão responsável pelo setor de atendimento, cerca de mil contribuintes passam por dia pelo setor. Até as 17 horas de ontem, ele estimava que haviam sido atendidos cerca de 750 pessoas. ''Como é o último dia útil do mês a tendência é aumentar a procura, e como consequência o tempo de espera também é maior. Mas a média é de no máximo uma hora'', defendeu.
Segundo conta, o problema maior já foi resolvido que é o atendimento preferencial, muito utilizado por idosos, gestantes e mulheres com crianças de colo. ''Antes, o atraso era ainda maior. Posso dizer que existem dias em que a situação é bem pior'', admitiu.

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