Do início do mês de janeiro até o dia 31 de agosto deste ano, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) registrou 505 reclamações de má prestação de serviço na telefonia fixa. São queixas que vão desde a demora em ser atendido até dificuldades com transferências de linhas telefônicas.
Uma das pessoas que enfrentaram esse tipo de problema é o gerente administrativo Ricardo Kubis, 32 anos. No dia 20 de julho ele protocolou um pedido de transferência da sua linha, do bairro Boqueirão, em Curitiba, para Almirante Tamandaré, município vizinho. Quase dois meses depois, Kubis continua aguardando a transferência, que não tem previsão para ser realizada.
Ele conta que já teve problemas de saúde na família durante esse período e precisou de telefone, ''mas nem este argumento sensibilizou a empresa''. Também já recorreu à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que não lhe deu resposta. ''Um funcionário da Telepar me ligou dizendo que tinha recebido a reclamação via Anatel, mas que a empresa tem um prazo de 180 dias para atender a solicitação'', conta Kubis.
Mas o que o deixa mais indignado é o fato de ter que continuar pagando a assinatura básica do telefone, embora não esteja utilizando o serviço. ''Quando eu reclamo eles alegam que o pagamento precisa ser feito para a manutenção da linha. Mas não entendo que manutenção é essa, se eu não estou dispondo do serviço'', reclama.
A assessoria de Comunicação da Telepar explica que quando a transferência acontece de uma localidade para a outra, o cliente precisa ficar na fila de espera por uma linha, como qualquer outro cliente. Esse seria o caso do gerente administrativo. Em Almirante Tamandaré ainda faltam linhas telefônicas e serão necessários alguns investimentos da empresa para acabar com a fila. Ainda não há previsão de quando essa demanda será atendida.
Já quando a transferência é para uma mesma cidade, a empresa tem um prazo de três dias úteis para fazer o serviço quando se trata de cliente residencial e 24 horas quando o telefone é comercial.
Quanto ao caso específico do gerente Ricardo Kubis, a assessoria informa que a situação passou por uma nova análise e ele será ressarcido pelas assinaturas básicas que pagou sem usar o telefone.
A assessoria informa ainda que a Telepar vem cumprindo as metas de qualidade estabelecidas pela Anatel. São 35 metas e a que se refere a transferências, exige que 95% dos casos sejam solucionados dentro dos prazos já descritos. A Telepar garante que vem atendendo 99% dos casos dentro desses prazos.
Entre as metas cumpridas, a Telepar Brasil Telecom destaca o número de contas emitidas com reclamação de erro. Para cada mil contas encaminhadas, o órgão regulador admite até quatro com reclamação de erro. Em julho, a Telepar Brasil Telecom obteve o índice de 1,71 para as ligações locais, o mais baixo do ano.
Em relação às chamadas locais originadas completadas - a meta da Anatel é de 60% - a Telepar Brasil Telecom completou 72,17% delas no período da manhã, 69,57% à tarde e 67,13% à noite. A meta de 60% também foi superada nas chamadas nacionais originadas feitas nos períodos da manhã (67,09%), tarde (66,17%) e noite (60,64%).

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