Curitiba – As empresas que operam com cargas no Porto de Paranaguá estão perdendo a paciência com a delegacia da Receita Federal de Paranaguá. É que nos últimos 20 dias, a Receita está mudando os procedimentos burocráticos para o desembaraço de mercadorias importadas e alega que não tem pessoal suficiente para fazer o serviço. O resultado é o acúmulo de mercadorias que não podem sair do porto por falta de agilidade na documentação.
Na exportação de produtos o problema não está muito acentuado como na importação, disse ontem o diretor do porto, Lourenço Fregonese. As empresas mais prejudicadas são as montadoras que não conseguem desembaraçar com agilidade a importação de peças para o setor automotivo.
Ontem, a montadora Volvo ficou com a produção parada por falta de peças. Na fábrica da Cidade Industrial, 25 caminhões deixaram de ser produzidos. Na semana passada, a Volkswagem/Audi deixou de produzir 400 veículos por falta de peças. Precisou recorrer à Justiça com mandado de segurança para liberar a carga.
Para Fregonese, a operação-padrão dos auditores fiscais da Receita Federal, que se agravou esta semana no Porto de Paranaguá, só veio piorar o que já está ruim. Além disso, segundo entidades sindicais, os fiscais estão extremamente rigorosos na liberação da documentação. ‘‘Qualquer detalhe não atendido é motivo para suspensão das operações de importação e exportação’’, disse Jorge Antonio Favaro, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal de Paranaguá.

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