Demitidos protestam contra atraso de verbas rescisórias
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 1998
Carina Paccola 
Milton DóriaPagamento atrasadoDemitidos reivindicaram o cumprimento de seus direitos trabalhistas ontem, durante manifestação em frente à indústria em CambéTrabalhadores demitidos pela indústria alimentícia Freezagro Produtos Agrícolas, de Cambé, reuniram-se ontem de manhã em frente à empresa para protestar contra o atraso no pagamento das verbas rescisórias. Na semana passada, a Freezagro demitiu 130 trabalhadores, mas não fez o acerto. Policiais militares foram chamados pela empresa para evitar tumulto. Mas foi tudo tranquilo, afirma o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Londrina, Valdecir Ribeiro Mendes.
Ontem a diretoria da empresa entregou um documento ao Sindicato dos Trabalhadores comprometendo-se a pagar um vale aos trabalhadores até a próxima sexta-feira. O pagamento da rescisão deverá ser feito até o dia 28. A manifestação dos demitidos só terminou após a entrega desse documento ao sindicato. Se na sexta-feira não fizerem o pagamento, haverá nova manifestação, diz Valdecir Mendes.
O salário médio dos trabalhadores é de R$ 240,00, segundo o sindicato da categoria. A diretoria da empresa disse à Folha que o motivo das demissões foi a suspensão do contrato de fornecimento de produtos a uma grande empresa de Goiás. Estamos na entressafra e a produção só deverá ser retomada no final de março, disse um diretor.
Quando a produção for reiniciada, a promessa é de recontratação dos demitidos - informa a diretoria. Continuam na empresa cerca de 50 funcionários para atender pequenos pedidos e fazer manutenção. Estamos passando por um período difícil agora, afirma a direção. A Freezagro está sendo acusada na Justiça de ter obtido empréstimos irregulares junto ao Banestado. Na época das denúncias, a diretoria da empresa negou as operações. A empresa havia paralisado as operações e voltou a produzir em outubro.


