Os 800 funcionários demitidos da fábrica de cigarros Philip Morris, em Curitiba, poderão fazer cursos de requalificação profissional oferecidos pela prefeitura municipal. A possibilidade de encaixar os trabalhadores em programas de capacitação foi feita pelo prefeito Cássio Taniguchi durante encontro com os diretores da empresa, na semana passada. Ontem, o prefeito voltou a ressaltar a intenção de apoiar a recolocação dos desempregados no mercado de trabalho.
No início desta semana, a prefeitura encaminhou à Philip Morris uma relação de cursos oferecidos e material informativo sobre programas que o município tem para geração de empregos. Entre os projetos há o ‘‘Profissão Empresário’’ e a ‘‘Central de Oportunidades’’, uma estrutura montada pela Fundação de Assistência Social (FAS) que cadastra os demitidos e faz a pré-seleção de candidatos a empregos. Já o Profissão Empresário estimula as pessoas a abrir seu próprio negócio, facilitando a liberação de alvarás e com reduzindo o ISS para cada emprego gerado.
Taniguchi e o diretor da Companhia de Desenvolvimento da Cidade Industrial de Curitiba, André Zacharow, garantiram ontem que o problema do desemprego não é generalizado nas empresas da cidade, mas apenas um caso ‘‘pontual’’ que atingiu a Philip Morris. ‘‘A empresa sofre os reflexos da crise da Rússia, que absorvia a maior parte das suas exportações de cigarros’’, afirmou Zacharow.
Os funcionários demitidos da Philip Morris se mantêm acampados em frente à fábrica, fazendo um esquema de rodízio. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Fumo tem reunião amanhã com a diretoria da Philip Morris. Eles vão saber se a empresa vai ou não melhorar a oferta de benefícios na rescisão contratual. (Carmem Murara)

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