Demitidos da TMT fazem manifestação na AL
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de maio de 2007
Andréa Bertoldi<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- Os trabalhadores demitidos da empresa TMT Motoco do Brasil, que fabricava motores em Campo Largo na Região Metropolitana de Curitiba, fizeram ontem uma manifestação na Assembléia Legislativa para tentar encontrar uma solução para a situação dos 680 funcionários que estão desempregados. Os demitidos foram pedir apoio dos deputados e do governo estadual para que a companhia volte a produzir ou que seja instalada outra empresa no local. Os trabalhadores receberam a comunicação de que seriam demitidos na primeira quinzena de abril quando estavam voltando de 20 dias de férias coletivas.
A empresa parou a produção no final de março e está em processo de recuperação judicial desde esta época. A companhia, com sede nos Estados Unidos, tem uma dívida de R$ 189 milhões e, entre os principais credores, estão os bancos Alpha e Unibanco.
''Estamos aqui para ver se o governo nos ajuda a reativar a fábrica ou colocar outra no local que gere empregos'', disse a ex-funcionária que atuava na área de montagem, Josiane Souza Bastos. No momento, a companhia mantém apenas 24 funcionários na unidade industrial de Campo Largo para a manutenção da planta.
O vereador de Campo Largo, Marcelo Puppi (DEM), e o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Nelson Silva de Souza, que também estavam na Assembléia ontem, acreditam que é muito difícil a empresa voltar a produzir. Puppi lembrou que as ações da companhia estavam cotadas em US$ 24 na bolsa Nasdaq e, quando foi anunciado o fim da produção, caíram para US$ 17. ''A nossa preocupação são com os empregos que chegam a 2 mil entre diretos e indiretos. A maior parte dos trabalhadores demitidos têm de 22 a 35 anos, são casados e têm dois filhos'', disse o vereador. Souza disse que a empresa pagou todas as rescisões de contrato dos funcionários.


