Demissões também foram menores
Os pequenos negócios parecem ter mais flexibilidade e resistência diante de situações conjunturais adversas. Mesmo com a crise, pesquisa do Sebrae realizada no primeiro semestre apontou que 39% de seus clientes mostraram intenção de tomar novos empréstimos bancários no segundo semestre deste ano.
Outro levantamento do órgão apontou que as Micro e Pequenas Empresas (MPE) também continuaram empregando durante o período de maior dificuldade da economia mundial. Segundo a entidade, as reflexões sobre empregabilidade, envolvendo o segmento, levam em conta algumas variáveis. Uma delas é que o empreendimento, por ser pequeno, não reage em situações de crise de forma automática com demissões. Nesse cenário, estão enquadradas as microempresas porque a sua força de trabalho é basicamente familiar.
Dados do órgão mostram que em dezembro de 2008 houve uma redução de 650 mil postos de trabalho em todo o Brasil, um mês dramático em termos de ajustes nos níveis de emprego. A partir do segundo trimestre deste ano, as estatísticas foram mais animadoras.
Mesmo quando se chegou ao auge do problema, os dados do Ministério do Trabalho e Emprego demonstraram que MPEs demitiram menos e continuaram criando novas vagas. Em maio deste ano, por exemplo, estatísticas do ministério mostram que, no setor de serviços, ao todo foram gerados 44.029 postos de trabalho. Desse total, as micro criaram 37.850 vagas, divididas entre empresas com até quatro funcionários (36.168) e entre 5 e 19 colaboradores (1.682). Já pequenas criaram 2.560 novos postos, enquanto médias e grandes, 3.619. (E.Z.)





