Curitiba - O setor imobiliário da cidade também deve sofrer o impacto das demissões que ocorreram na fábrica de motores. O proprietário da Clarim Imóveis, Clair de Souza, que tem a empresa em Campo Largo há 16 anos, disse que, pelo menos, 100 dos seus clientes eram funcionários da TMT e locaram ou compraram imóveis na cidade.
Agora, os contratos de locação destas pessoas devem ser encerrados e, quem fez financiamento para pagar o imóvel, terá dificuldades de fazer os pagamentos caso não consiga outro emprego em pouco tempo. ''O filme se repete no mesmo imóvel'', disse, referindo-se à fábrica da montadora Chrysler que estava instalada no mesmo local da TMT e que também fechou as portas.
''A TMT aqueceu o mercado imobiliário da cidade e trouxe perspectivas. Na época, o impacto negativo provocado pelo fechamento da Chrysler foi revertido pela TMT'', lembrou.
O proprietário da Revistaria 15, Almir Sequinel, também teve as vendas afetadas pelas demissões da TMT. Ele conta que tinha clientes que eram funcionários da fábrica de motores.
Outra empresa que também ameaça fechar as portas na cidade é a fábrica de motores Tritec, segundo dados extra-oficiais. No ano passado, foi ventilada a informação de que a fábrica seria transferida para a China.
O município tem como principais atividades econômicas as indústrias de cerâmica (azulejos, pisos e louças) mas também conta com a presença de fábricas na área moveleira e metal-mecânica. Na agricultura, as culturas de destaque são feijão, batata, cebola, maçã, uva e pêssego. No setor agropecuário, Campo Largo desenvolve bovinocultura de leite, suinocultura, avicultura, piscicultura e apicultura. A população do município é de 103 mil habitantes. (A.B.)

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