Demissão na indústria do vestuário
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terça-feira, 22 de julho de 2003
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
O setor de confecção em Londrina apresentou uma redução significativa na atividade e nível de empregos desde o começo do ano. O presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário, Marcos Kolwski, acredita que em torno de 15% das costureiras foram dispensadas pelas empresas da cidade. Ele atribui os baixos resultados do setor à recessão da economia e aos altos juros de mercado. ''Só na minha empresa dispensei 26 funcionárias, cerca de 18% da mão-de-obra'', lamenta.
Além disso, ele ressaltou o fato da instabilidade da estação, que provocou a queda nas vendas. ''O período do inverno está sendo horrível'', destacou. A expectativa do sindicato é que o setor volte a crescer no segundo semestre e que uma parte das costureiras seja recontratada. ''Infelizmente admissão de novas funcionárias vai ser difícil'', informa. Sobre as placas que ficam em frente às indústrias de confecção da cidade, indicando a procura por costureira, Kolwski argumenta que isso acontece porque o índice de rotatividade é bastante grande. ''Isso também não quer dizer que existam vagas. A placa na frente da minha fábrica está lá há mais de 10 anos'', afirma.
Outro ponto de dificuldade que o setor enfrenta inúmeras vezes, é a falta de mão-de-obra qualificada. ''Poucas pessoas têm se interessado por essa profissão'', comenta a presidente do Sindicato dos Empregados das Indústrias do Vestuário, Leila Aparecida Zacarias. Ela reforça que há necessidade de costureiras capacitadas para trabalhar, por exemplo, em máquinas especiais. Leila admite que um fator que inibe o interesse de novas profissionais e provoca o afastamento de outras, é o baixo salário. O piso da categoria está sem negociação desde o ano passado e o setor paga o salário mínimo para as costureiras: R$ 240,00.


