Demissão anunciada
- Gustavo Loyola esteve para deixar o BC desde que assumiu, em junho de 95, quando comprou sua primeira briga com o governador de São Paulo, Mário Covas, por causa do destino do Banespa. Loyola defendia a privatização do banco - em intervenção federal desde dezembro de 94 -, enquanto Covas queria o banco de volta.
- Loyola substituiu Pérsio Arida no BC. Sua indicação provocou suspeitas porque era, à época, sócio do ex-ministro Maílson da Nóbrega na consultoria MCM Associados, que divulgou a 100 clientes a nomeação do novo presidente do BC.
- Em agosto de 95, o BC interveio no Banco Econômico e provocou a ira da bancada nordestina no Congresso, liderada pelo senador Antônio Carlos Magalhães, que chegou a anunciar que a instituição seria reaberta como banco estadual da Bahia, pelo valor de R$ 1,00. O anúncio causou ameaça de demissão coletiva no BC.
- Em novembro de 95 o BC interveio no Banco Nacional e herdou uma dívida de R$ 5,6 bilhões, por conta do Proer. O rombo do Nacional colocou em xeque o poder de fiscalização do BC sobre os bancos.
- Em dezembro de 95, o vazamento do teor de relatório com as doações do Econômico para a campanha eleitoral de 90 - episódio da Pasta Rosa - abriu outra crise. O documento foi encontrado no Econômico pelos interventores. ACM liderou novamente os protestos contra o BC e xingou os diretores de marginais.
- Loyola entrou em 96 disposto de deixar o cargo. Foi demovido da idéia e chegou a afirmar que só sairia do posto se fosse demitido.





