A procura de usuários pelo transporte aéreo para vôos domésticos e internacionais poderá crescer até 8% neste ano, caso o Produto Interno Bruto (PIB) cresça de acordo com a perspectiva oficial do governo, que é em torno de 4%. A estimativa é do presidente do Departamento de Aviação Civil (DAC), Venâncio Grossi, que espera que o número de passageiros transportados em 2000 seja superior aos 28 milhões registrados em 1999.
Grossi estava presente ontem em audiência pública com representantes do setor aéreo, que foi realizada pela Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados. ‘‘Nós iremos elevar a demanda na proporção do crescimento do PIB’’, disse.
Atualmente, o aproveitamento dos assentos nas aeronaves é de cerca de 50%. De acordo o representante do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), George Ermakoff, o ideal é que esse porcentual fique em torno de 65%.
Durante a audiência pública, Grossi fez questão de deixar claro que defende a manutenção da concorrência no setor por meio da entrada de novas companhias no mercado. Segundo ele, todas as companhias aéreas brasileiras que existem hoje administravam o negócio com base na receita que poderia ser obtida, e não pelo custo do serviço. Ermakoff contestou a afirmação do presidente do DAC dizendo que atualmente as companhias aéreas são muito bem administradas, principalmente, nas áreas de custo. Ele lembrou, mais uma vez, que um dos maiores problemas das empresas do setor é a carga tributária em torno de 35%. ‘‘Não queremos privilégio, e sim capacidade para competir.’’

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