Em junho, 1,9 milhão de celulares 3G estavam ativos no Brasil, uma alta de 12,44% em relação a dezembro de 2008. Em igual período, a demanda por modems, para ter acesso à rede 3G via computador, explodiu. A alta é de 434,9% na mesma comparação, atingindo quase 3,6 milhões de modems ativos em junho . ''Os números de modems surpreenderam. É uma venda melhor para a operadora do que o celular'', disse Luís Minoru, diretor da área de consultoria da PromonLogicalis.
Ele explicou que, ao vender um modem, a operadora conquista um novo cliente ou uma segunda linha, enquanto incentivar a troca de aparelhos GSM por 3G significa um custo para manter o cliente. Por isso, a estratégia das operadoras tem sido subsidiar as vendas de modems, ao invés de celulares.
Algumas fabricantes resistiram a produzir modems, porque temiam ''canibalizar'' o mercado dos celulares 3G, diz Minoru. As empresas insistiam que os consumidores deveriam utilizar os próprios celulares como modems para os laptops. Mas, por enquanto, a ideia não emplacou no Brasil.
Líder de mercado, a Nokia deve lançar ainda este ano o seu próprio modem. Segundo Fernando Soares, gerente de portfólio da Nokia, a empresa fabrica 3G no País desde 2007 e possui mais de 30 modelos no mercado. Ele garantiu que as vendas estão dentro da expectativa.
''O 3G já é uma realidade, mas vai massificar mais. Existe uma grande parcela da população que ainda compra o mais barato.'' Soares prevê forte crescimento do celular 3G no ano que vem, quando a cobertura da rede crescer. (R.L. e R.C.)

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