Demanda por gás está acima do normal
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segunda-feira, 07 de outubro de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O comércio de gás de cozinha no Paraná está passando por alguns dias de pânico. Os consumidores estão comprando mais botijões porque estão com medo de falta do produto. Para dar conta da procura, as revendedoras estão tentando aumentar os estoques, mas os pedidos extras não são atendidos pelas companhias. Alguns revendedores estão revoltados com o problema.
Na semana passada, a Petrobras anunciou que iria diminuir a importação de gás liquefeito de petróleo (GLP), o que poderia provocar desabastecimento. Na quinta-feira passada, a estatal voltou atrás. Em reunião com distribuidoras e com representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a companhia decidiu que vai continuar a manter as importações do produto.
Segundo a assessoria de imprensa da ANP, as distribuidoras se comprometeram a apresentar, no próximo dia 21, uma proposta para assumirem parte das importações de gás. Enquanto isso, a Petrobras garante distribuiço normal do combustível.
Para o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha do Paraná (Sindigás), Stelios Chomatas, se criou uma ''bolha de consumo'' artificial. Segundo ele, os consumidores estão comprando mais botijões porque têm medo de racionamento. ''Aquele consumidor que normalmente deixava um botijão vazio em casa agora está levando dois'', relatou. Chomatas afirmou que não há nenhum problema na distribuição. ''A dificuldade está em comprar o excedente. Os revendedores estão recebendo o que pediram, mas não conseguem um segundo caminhão, só isso'', afirmou.
Algumas revendedoras contatadas pela reportagem confirmaram que houve um aumento de consumo e que há vários boatos sobre a falta de gás de cozinha. De acordo com informações de uma distribuidora, a companhia está pressionando por um aumento nos preços e, por isso, está afirmando que vai faltar produto.


