As superintendências dos bancos federais em Londrina acreditam que a procura de empresas por empréstimo bancário para pagar o 13º dos funcionários deve ser maior neste ano que no ano passado. Os financiamentos estão disponíveis desde setembro, mas por enquanto a procura tem sido pequena.
Segundo o gerente de mercado empresarial da Caixa, Roberto Bachmann, o desempenho dessa linha de crédito, até agora 72% inferior ao resultados de 2002, deve se recuperar até o dia 15 de dezembro, quando normalmente se encerram os pedidos para o financiamento. Até agora, em todo o País, 1.913 contratos pela Caixa para aquisição dos planos foram fechados, num total superior a R$ 22 milhões em negócios. O Paraná responde por 4% desse total e a região de Londrina, por 30% do Estado.
Projeções de Bachmann apontam para R$ 270 mil em contratos de financiamentos para pagamento do abono na região de Londrina fechados até o dia 17 de novembro. Na opinião de Bachmann, a procura por esse tipo de plano deve ser superior à de 2002. Como base, o gerente compara os números de 2001, ano de lançamento do programa, quando somente R$ 9,6 milhões em contratos foram efetivados. ''Esses números pularam para R$ 79,5 milhões em 2002, graças à popularização do financiamento'', diz.
O superintendente regional do Banco do Brasil para Londrina, Jânio Pintarelli, acredita que a demanda pela linha de crédito para o financiamento do 13º aumente em 20% neste ano. Segundo o superintendente, a procura cresce ano a ano e demonstra substituição natural de opções de recursos para o pagamento. ''Antes os empresários mais precavidos faziam aplicações ao longo do ano para gerar renda e garantir o pagamento do abono. Com o surgimento desse linha de crédito, disponível há oito anos no BB, a troca foi natural'', explica. O banco não divulga a quantidade de contratos fechados e o volume de negócios até o mês de novembro.
Uma possível redução na procura por financiamentos para o pagamento do abono, para Bachmann, não significaria necessariamente a recuperação financeira das empresas da região. Segundo o gerente, existem os dois lados da moeda: a diminuição da demanda pode ser reflexo de maior volume de capital no caixa das empresas. Por outro lado, as baixas taxas e juros atraem os empresários que preferem investir seu capital no próprio negócio, optando pela captação de dinheiro em bancos para a quitação de encargos funcionais.
''Indústrias que trabalham com produtos de alto valor agregado preferem emprestar dinheiro dos bancos para pagar o 13º, pois os investimentos na própria empresa quase sempre geram renda maior que os juros dos financiamentos, que variam entre 0,83% e 2,47%, mais correção da TR'', Pintarelli. Ele afirma ainda que a adesão a esse tipo de plano hoje é automática, pois permite aos empresários o acerto do abono sem sobressaltos, com possibilidade de pagamento parcelado.

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