Delfim apóia decisões do Conselho Monetário
Para o deputado federal e ex-ministro Delfim Netto, que participou ontem da inauguração da nova fábrica da Cacique, a redução pelo governo federal da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 11% para 10,25% foi uma medida acertada.
Esse índice ficou de bom tamanho para a realidade do País nesse momento, disse à Folha, acrescentando que a queda ainda que gradual das taxas de juros é a saída para a retomada da atividade econômica.
Também a fixação da meta de inflação para 2002 em 3,5% definida na terça-feira pelo Conselho Monetário Nacional está adequada, em sua opinião, às perspectivas da economia brasileira. Qualquer taxa de inflação que se situe abaixo de 6% ou 7% não é inconveniente porque não oferece riscos à estabilidade, afirmou, fazendo uma ressalva: Inflação tem é que estar sob controle porque é como gravidez. Começa pequena mas fica grande.
Para o ex-ministro, as privatizações de estatais no Brasil foram feitas de maneira descuidada, o que se reflete agora nos aumentos tarifários de serviços como telecomunicações e energia elétrica. O problema é que o governo brasileiro considera mais competentes do que ele os governos da França, Espanha e Portugal, uma vez que transferiu para esses países a administração de suas empresas. Perguntado se esses países não seriam, de fato, mais competentes, Delfim respondeu rapidamente: Certamente, não. Prova de incompetência é que estão pedindo reajuste de tarifas porque não conseguiram elevar a produtividade dos negócios que administram. (R.M.)





