O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Vinicius Ferreira Amaro, encaminha hoje ao Fórum o inquérito sobre a prática de cartel com movimento organizado e liderado pela Associação dos Revendedores de Combustíveis (Arcom). Foram ouvidos e indiciados no inquérito por crime contra a ordem econômica (previsto na lei 8.137/90) o presidente da Arcom, Ariovaldo Ferraz Arruda; o vice-presidente, Valter Sasso; o tesoureiro, Antonio Marques da Silva; o diretor-secretário, Silvano Leite de Almeida; e o 2º vice-presidente, Hamilton Cobo Pires.
Segundo o delegado, o indiciamento se deu com base numa ata de reunião entre a Arcom e revendedores de combustível, realizada em 10 de novembro de 2000, em que consta a realização de um pacto no sentido de se manter um preço mínimo dos combustíveis em Londrina. Posteriormente, a ata teria sido revogada. A pena prevista para o crime contra a ordem econômica é de dois a cinco anos de reclusão.




A abertura do inquérito para apurar a organização do setor para determinação de preços foi determinada pela juiza da 5 Vara Criminal, Oneide Negrão. A mesma juíza decretou a prisão preventiva de sete donos de postos, acusados de formação de cartel e constrangimento ilegal de testemunhas. Os réus, Nilo Joji Morishita, Sandro Vicente Zanchet, Marcos Antonio Suriam, Reginaldo Monteiro, Maxuell Pavesi, Ismael Anselmo e Luiz Jorge Bolognesi, estão foragidos.
Os advogados que representam seis empresários já entraram com pedido de arbitramento de fiança, ainda não apreciado pela Justiça. Sérvio Borges, advogado dos réus Ismael, Reginaldo, Marcos e Nilo, também pediu a revogação da prisão, no Tribunal de Justiça, mas não obteve liminar.
Paulo Nolasco protocolou pedido de arbitramento de fiança para os clientes Maxuell e Luiz Bolognesi no dia 19 e também aguarda posicionamento da juíza Oneide Negrão. Ele critica a demora da Justiça em apreciar o caso. ''Estou de mãos atadas. Não posso tomar nenhuma outra providência enquanto o caso não for analisado. A Justiça é lenta, cara e, às vezes, injusta'', diz ele, acrescentando que sua crítica é dirigida à estrutura judiciária.
O advogado Garibaldi Menezes Deliberador que, junto com Péricles Deliberador, defende Sandro Zanchet, protocolou semana passada, na 5 Vara Cível, pedido de revogação da prisão do empresário.

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