O Banco Del Paraná, o braço do Banestado no Paraguai, vai a leilão no próximo dia 17 de maio. A informação foi repassada ontem pelo presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, durante a reunião com a comissão de deputados estaduais que vai acompanhar a venda das ações. Pelo cronograma pré-fixado, no próximo dia 16 de abril o comando do Banestado se reúne para discutir o preço mínimo para a venda do Del Paraná.
No dia 20, o Conselho de Administração aprova ou não essa avaliação. Três dias depois, no dia 23, o edital de venda será encaminhado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), empresa voltada à fiscalização do mercado de ações. No dia 26, o Banestado publica o edital, para, no dia 17 de maio, promover a venda das ações. A diretoria do Banestado repassou ontem aos deputados um relatório sobre o Del Paraná.
O documento dá conta que em dezembro de 98 o valor nominal das ações por lote de mil ficou em R$ 3,52; o patrimonial em R$ 5,41. O Banestado detém 75,82% do total de papéis. O restante, 24,18%, está pulverizado nas mãos de acionistas menores. Estudo divulgado em novembro pela consultoria Ernest & Young avaliou o Del Paraná em US$ 20 milhões, sendo que a parte do Banestado poderia variar entre R$ 10,7 milhões e US$ 15 milhões.
O documento não inclui as investigações determinadas pelo ex-presidente do Banestado Manoel Garcia Cid, para apurar supostas operações irregulares feitas no banco paraguaio, em governos anteriores. O relatório foi entregue por Stephanes ao líder do governo na Assembléia, Valdir Rossoni (PTB), e aos deputados Duílio Genari (PPB), Nelson Justus (PTB), Ângelo Vanhoni (PT) e Caíto Quintana (PMDB).
Nos próximos dias, informou ontem Valdir Rossoni, os deputados pretendem se reunir novamente com a diretoria do Banestado. Os parlamentares vão viajar para o Paraguai, onde pretendem conhecer de perto o Del Paraná. O braço paraguaio do Banestado começou a funcionar em 28 de novembro de 80, no governo Ney Braga (PFL). Mantém dez agências, um escritório na Argentina, e 187 funcionários.
Em 98, o lucro do Del Paraná foi de R$ 3 milhões. Seu patrimônio líquido fechou em R$ 17 milhões. O banco está em 11º lugar no ranking dos 23 bancos do Paraguai. O ativo e passivo declarados no balanço de 98 ficou em R$ 110 milhões (cada rubrica). A venda do Del Paraná faz parte do processo de privatização do Banestado. No início deste ano, a Assembléia autorizou o Banestado a se desfazer de todas as suas ações. A aprovação da mensagem assinada pelo governador Jaime Lerner (PFL) revogou uma lei sancionada durante o governo Álvaro Dias (PSDB), que permitia apenas a venda parcial dos papéis. A votação da matéria foi liquidada em primeira e segunda discussões.

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