Carmem Murara
De Curitiba
O Banco del Paraná – instituição financeira do Banestado no Paraguai – começou a colocar em prática uma série de medidas para manter equilibradas as contas até o final deste ano, quando será vendido junto com o Banestado. A primeira providência tomada foi o aumento de capital no valor de R$ 1,3 milhão para compensar o prejuízo de US$ 798 mil referente ao ano passado. Os US$ 502 mil restantes serão utilizados para promover mais um enxugamento da estrutura interna. Serão demitidos 20% dos 170 funcionários.
O aumento de capital foi autorizado pelo Conselho Administrativo do Banestado, no ano passado, quando ficou evidente que o Del Paraná fecharia no vermelho. O prejuízo era previsto desde o início de 1999 devido à desvalorização cambial, que tornou pouco atraentes as operações de investidores ou aplicadores brasileiros no Paraguai. A redução das operações de câmbio atingiu a quase totalidade dos 22 bancos, que tiveram até 50% de redução em seus patrimônios.
O Del Paraná tinha apresentado lucro de US$ 2,68 milhões em 97 e de US$ 2,70 milhões em 98. Os números positivos permitiram que o Banestado, acionista majoritário, pudesse retirar dividendos de US$ 1,3 milhão. O presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, informou ontem que houve a decisão de manter este dinheiro no banco para ‘‘mantê-lo equilibrado’’.
Stephanes e o diretor de Reestruturação e Privatização do Banestado, José Evangelista de Sousa, estiveram na semana passada na sede do Del Paraná, em Assuncion, para avaliar as perspectivas do banco. Visitaram também o Banco Central paraguaio para colher informações sobre a situação política e econômica do País.
‘‘Só conseguiremos melhorar o desempenho do Del Paraná se reduzirmos custos, pois não haverá melhora na atividade econômica do País’’, concluiu Stephanes, depois de ouvir as autoridades paraguaias. Ele explicou ainda que a sustentação do Del Paraná eram as operações cambiais e também as transações para enviar ou receber dinheiro de outros países.