O Banco del Paraná - instituição financeira do Banestado no Paraguai - deverá ser vendido, até o final deste mês, por um valor que pode variar entre US$ 10 milhões e US$ 14 milhões. Os valores foram apontados pela empresa de consultoria Ernst & Young, contratada pelo Banestado para fazer um levantamento completo nos últimos balanços do banco. O Banestado, contudo, trabalhava com a hipótese de o Del Paraná ter uma avaliação de até US$ 25 milhões.
O trabalho da Erns & Young mostrou que o Del Paraná tinha ainda um passivo muito grande, o que acabou comprometendo o resultado final. O banco tem de pagar dívidas contraídas entre os anos de 1994 e 1995, que foram contraídas devido a operações mal sucedidas. Metade do lucro de US$ 2,8 milhões obtido no ano passado foi destinado ao pagamento de operações.
O processo de venda do Del Paraná entra na fase final e por isso os possíveis compradores começam a aparecer. Por enquanto, há três interessados na compra das ações que pertencem ao Banestado no banco paraguaio. Dois deles são os grupos Casa de Câmbio Guarani e Casa de Câmbio Tupy. O terceiro potencial comprador é o empresário paulista Airton Daré, da empresa Bauruense.
Durante o dia de ontem, ele manteve algumas reuniões com membros do governo do Estado. Entre as visitas, ele foi até o gabinete do Secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, que o recebeu para tratar do assunto. Daré já esteve na sede do Del Paraná, em Assunção, capital paraguaia.
A venda do controle acionário do Del Paraná é uma exigência que o Banco Central fez ao Banestado para aprovar o processo de saneamento da instituição financeira, quando serão injetados R$ 4,1 bilhões. Além de se desfazer do banco paraguaio, o Banestado tem de fechar as agências que operam nas Ilhas Caymann e em Nova York.

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