Deixar de vacinar o rebanho bovino contra febre aftosa já é crime no Mato Grosso do Sul. A informação é do secretário de Agricultura do Mato Grosso do Sul, Moacir Kohl. Segundo ele, a lei definindo como crime a não-vacinação já foi aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado. ‘‘Agora, estamos esperando a normatização da lei que vai definir entre outras coisas, a extensão da punição para quem descumpri-la’’, disse ele durante seminário sobre agronegócios realizado ontem, em São Paulo.
‘‘Nos últimos dois anos foram registrados dois focos de febre aftosa no Estado. Isto aconteceu porque a vacinação não foi realizada dentro dos limites desejados e o Estado acabou sendo prejudicado’’, disse.
Segundo Kohl, a expectativa é de que a punição contra os maus produtores seja pesada. No entanto, o secretário está investindo também na conscientização do produtor, tanto do MS como também dos bolivianos. ‘‘A Bolívia faz fronteira com o Mato Grosso do Sul e precisamos alertar os produtores do país vizinho sobre os problemas da febre aftosa’’, informou.
Como parte deste processo, será realizado, em Campo Grande, na sexta-feira, o 1º Seminário Internacional da Febre Aftosa Famasul/Senar, que contará com a presença de representantes do governo, técnicos e pecuaristas brasileiros e da Bolívia.
Kohl disse que o Estado vai acatar a decisão do Circuito Pecuário Centro-Oeste de isolar o MS na questão da aftosa. Segundo ele, Mato Grosso do Sul continuará fazendo parte do circuito pecuário mas vai caminhar sozinho no controle da aftosa.
‘‘O resto do circuito poderá pedir o certificado de área livre ainda este ano, enquanto o Mato Grosso do Sul irá esperar os dois anos pedidos pela Organização Internacional das Epizootias (OIE)’’, disse.

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