Degradação ambiental continua pela má conservação do solo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de dezembro de 2002
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As iniciativas de órgãos municipais e estaduais na luta contra a degradação ambiental provocada pela falta de conservação do solo nas lavouras da região metropolitana ainda não surtiram o resultado esperado. Essa foi a impressão que o promotor de Meio Ambiente, Saint-Claire Honorato Santos, teve ao sair da reunião realizada ontem na Lapa (81 quilômetros a oeste de Curitiba) com representantes de órgãos públicos estaduais e municipais e de organizações não-governamentais que fazem parte do grupo de trabalho que discute melhorias nas lavouras da Lapa, Contenda, Balsa Nova, Campo Largo e Araucária.
''Precisamos mudar nossos caminhos para motivar os produtores a fazerem a sua parte. Informações eles já têm o bastante. Falta levar isso a campo'', criticou Saint-Claire. Segundo ele, a idéia é que, a partir de 2003, comece a ser trabalhado o isolamento das áreas de mata ciliar ou mesmo o abandono dessas áreas pelos agricultores que as utilizam como áreas de plantio.
Os produtores rurais dos municípios envolvidos, avisou Saint-Claire, não poderão permanecer em áreas de preservação permanente e terão que adotar técnicas de conservação do solo para evitar a erosão das lavouras e assoreamento de rios, sob pena de não se beneficiar de programas oficiais de financiamento.
O chefe da Fiscalização do Uso do Solo da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, Filipe Braga Farhat, disse que ficou acertado que no próximo encontro, em fevereiro, os municípios deverão apresentar seus planos de ação para combater os problemas da falta de conservação do solo. O percentual de agricultores que utilizam técnicas como plantio direto, terraceamento e curvas de nível para evitar a degradação do solo ainda é muito pequeno.


