Deflação é ruim, segundo Fenabrave
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quarta-feira, 21 de maio de 2003
Mauricio Della Barba 
O presidente da Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos), Hugo Maia de Arruda Pereira, disse ontem em Londrina que uma possível deflação na economia brasileira poderia ser desfavorável para o mercado automobilístico nacional. ''A deflação afeta diretamente o consumo. Uma estagnação econômica hoje geraria, consequentemente, uma desestabilidade muito grande no sistema, principalmente no mercado de trabalho, com o aumento no desemprego'', afirmou Pereira.
O dirigente, que esteve na cidade para participar da posse de Fernando Prochet na presidência do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos de Londrina (Sincovave), prevê um ligeiro crescimento nas vendas de veículos este ano. ''Não são esperadas grandes mudanças na economia, por isso, acreditamos que os números registrados no ano passado se repitam em 2003''. Em 2002, o setor contabilizou a venda de cerca de 1,4 milhão de veículos no Brasil.
Pereira também criticou a posição das montadoras sobre os preços dos veículos vendidos no País. ''O dólar caiu, o mercado está otimista e não vemos redução dos preços. As montadoras alegam ter prejuízo e culpam os impostos. Ora, todas recebem ou já receberam incentivos fiscais, os impostos que elas pagam são os mesmos para qualquer setor, e mesmo assim, continuam reclamando. Alguma coisa está errada'', questionou o presidente da Fenabrave.


