São Paulo O Índice do Custo de Vida (ICV), medido pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos), mostrou deflação de 0,26% em junho.
Trata-se da maior desde novembro de 98, quando a variação negativa foi de 0,34%. Em maio deste ano, a inflação havia subido 0,4%.
A inflação acumulada no período entre junho de 2002 e junho de 2003, no entanto, ainda é alta: 17,28%.
A queda da inflação no mês passado foi provocada pela redução dos gastos com transporte (-2,6%), alimentação (-0,91%) e equipamentos domésticos (-0,1%). Entre os alimentos que tiveram as maiores quedas de preços estão o tomate (-18,79%), abobrinha (-9,32%) e a cebola (-14,31%). O preço do arroz subiu 7,6%, mas o do feijão caiu 7,13%.
A queda no preço dos combustíveis também ajudou a reduzir a inflação. Houve queda de 12,48% do álcool e 3,82% da gasolina. O vestuário foi o item que mais teve alta nos preços em junho. A alta foi de 0,99%. O motivo é a entrada das coleções de outono/inverno. Os calçados subiram 1,99% e as roupas, 0,50%.
O grupo de despesas com maior elevação foi o da saúde. Os gastos com assistência médica, por exemplo, subiram 1,45%. Os reajustes nos preços dos convênios médicos e exames de laboratório foram os que mais pesaram no bolso do consumidor.

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