Definido formato de terminal de cargas
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quinta-feira, 01 de fevereiro de 2007
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
A Receita Federal e Infraero definiram o formato do terminal alfandegário de cargas de Londrina, que está sendo instalado no barracão da antiga Vaspex, ao lado do aeroporto. Trata-se de um Terminal de Cargas Alfandegárias (TECA), modalidade que permite transporte de mercadorias via aérea ou rodoviária. O chamado Porto Seco, como se pleiteava, permite apenas o trânsito via terrestre. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico de Londrina (Idel), o TECA será inaugurado entre abril e junho deste ano. Os investimentos chegam a R$ 300 mil, sendo 10% de contrapartida do município, para uma área de armazenagem superior a 2 mil metros quadrados, com câmara frigorífica de 30 metros quadrados, direcionada à exportação e importação de carnes e sêmem.
''A Infraero e Receita nos confirmaram o formato no final da semana passada. É uma vantagem a mais porque vai além de um Porto Seco. Assim como em cidades catarinenses, o terminal será operado pela própria Infraero'', declarou o presidente do Idel, Mauro Viecili.
Enquanto o aeroporto local não tiver o setor de cargas internacionalizado, a exportação e importação via aérea será realizada com apoio dos aeroportos de Guarulhos (Cumbica) e Campinhas (Viracopos). Segundo Viecili, após a internacionalização, as cargas poderão ser despachadas diretamente para o exterior.
O presidente do Idel disse que até o momento não há previsão sobre a movimentação do TECA. ''Sabemos que o maior volume será de carga rodoviária, temos uma série de empresas na região que trabalham com parte terrestre. No começo de março, vamos promover reuniões entre órgãos de fomento à exportação, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Correios, e os empresários locais''.
Anexo ao futuro terminal, será construído um estacionamento para caminhões. A entrada se dará pelos fundos do aeroporto, próxima à avenida Salgado Filho. Para facilitar o trânsito de caminhões, e evitar a passagem pela avenida Santos Dumont, a prefeitura deverá construir uma alça de acesso à rua Bolívia a partir da via Expressa. Já as cargas aéreas serão recebidas e despachadas pela avenida Santos Dumont.


