A cobrança nos estacionamentos de Londrina será fracionada em 30 minutos na primeira hora e, a partir da segunda hora, será em 15 minutos. A partir da primeira hora será concedida uma tolerância de cinco minutos. Essas são as alterações propostas para a lei que dispõe sobre a exploração da atividade de estacionamento de veículos que vem sendo discutida há 15 dias na Cidade.
As alterações foram definidas, consensualmente, entre os proprietários de estacionamentos e representantes da Promotoria de Defesa do Consumidor e do Procon e a Comissão de Defesa do Consumidor e Segurança Pública da Câmara em audiência realizada ontem. A audiência, entretanto, não discutiu valores de estacionamento até porque, espera-se que o mercado regule o preço.
Para o vereador Gláudio Renato de Lima (PT), membro da comissão de defesa dos direitos do consumidor, que coordenou a audiência na Câmara, a mudança da lei é um ''anseio'' da comunidade. ''Não adianta manter uma lei que no papel é boa mas na prática traz prejuízos para a população'', declarou. O esforço do Poder Legislativo, segundo ele, é para aprovar o projeto ainda esse ano.
''Se ficar assim vai ser ótimo'', disse o proprietário do estacionamento Ouro Verde, na área central, José Espedito Castello Branco, sobre as alterações na lei. Segundo ele, as alterações vão contemplar o consumidor e também o dono de estacionamento. Na proposta antiga a primeira hora era fracionada em 15 minutos.
''Antes a lei nos sufocava. Passamos 11 anos sem poder aplicá-la'', comentou. Com as mudanças, no estacionamento de Castello Branco, por exemplo, é cobrado R$ 1,50 nos primeiros 30 minutos da primeira hora e R$ 0,50 a cada 15 minutos na segunda hora. Quem deixar o veículo por 1 hora e 30 minutos, por exemplo, vai pagar R$ 4,00.
O superintendente do Catuai Shopping Center, Sylvio Carvalho participou da audiência como convidado. No caso do shopping não haverá alteração. Hoje o Catuaí cobra R$ 3,00 independente do tempo que o cliente fique no estabelecimento. Os primeiros 20 minutos não são cobrados.
Na opinião do auditor do Procon, Carlos Burkle, a lei trouxe um ponto de equilíbrio entre os donos de postos e consumidores. ''Antes, os estacionamentos cobravam a primeira hora cheia, porque eles alegam ter um custo maior nesta primeira hora'', afirmou Burkle. Segundo ele, cada estacionamento deverá ter um banner indicando o preço para que o cliente possa comparar preços. ''O consumidor deve estar atento ao banner para ter o direito de escolha'', comentou o auditor, acrescentando que se o preço não tiver informado existe meio para denunciar ao órgão. ''Os estabelecimentos poderão ser autuados'', enfatizou.
A Folha não conseguiu contato com o promotor Miguel Sogaiar no período da tarde para falar sobre o assunto.

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