Definição está próxima (Oswaldo Petrin)
-É muito interessante tentar extrair, hoje, do secretário Nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Benedito do Espírito Santo (ver notícia nesta página) o que o governo pretende com a comercialização da safra. Ainda ontem, uma manchete deste jornal, mostrava que o Paraná está com seus armazéns abarrotados porque a comercialização da soja está lenta e ainda há muito trigo nos armazéns. Na próxima temporada a situação pode se repetir podendo ser explorada comercialmente.
-Tudo o que for comentado hoje é o que o Conselho Monetário Nacional (CMN) vai aprovar quase em seguida, já que o CMN tem reunião marcada para quinta-feira. O Conselho deverá apreciar três votos destinados ao setor agrícola.
-No caso dos contratos de aquisição das Cédulas de Produto Rural (CPR), por exemplo, o que deve acontecer? De acordo com as regras a serem estabelecidas, esses contratos deverão ser fechados até o dia 16 de março - ou até 30 de março, que seja, já que a questão da data está em discussão. As CPR terão vencimento até 31 de maio. Os financiamentos para a indústria serão corrigidos por uma taxa de juro de 9,5% ao ano e deverão ser quitados até 31 de dezembro. O governo estima que poderão ser comercializadas pela modalidade CPR um milhão de toneladas de arroz em casca, dois milhões de toneladas de milho e 100 mil toneladas de algodão. No caso específico do Paraná, interessa saber sobre o algodão, cultura de risco. No caso do milho há uma certa tranquilidade porque o milho está com mercado garantido.
-Outra pauta do CMN estabelece as regras de refinanciamento das dívidas agrícolas acima de R$ 200 mil, e os outros dois tratam da comercialização da safra agrícola. O voto da dívida estabelece que os agricultores terão prazo de 20 anos para quitar seus débitos, que passam a ser corrigidos pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Fundação Getúlio Vargas, e mais juros de 8% a 10% ao ano. Além dos juros anuais, os agricultores terão que desembolsar, no momento da renegociação, o equivalente a 10,37% do débito, isto é, o valor presente do título do Tesouro Nacional de 20 anos que irá garantir o pagamento do principal da dívida. O Banco do Brasil está esperando apenas a aprovação do voto pelo CMN para divulgar para as agências de todo o País as normas de renegociação das dívidas agrícolas.
-O CMN deverá aprovar a permissão para a concessão de empréstimo com recursos do crédito rural para a indústria adquirir Cédula do Produto Rural (CPR) de milho, arroz e algodão. Os recursos serão provenientes das chamadas exigibilidades bancárias, parcela dos depósitos à vista que obrigatoriamente devem ser aplicados no setor rural. O terceiro voto agrícola que será apreciado pelo CMN abre a possibilidade da indústria têxtil contrair Empréstimo do Governo Federal (EGF) para financiar a compra de algodão em pluma das beneficiadoras. Até o momento, a indústria somente tinha direito a contratar EGF para a aquisição de algodão diretamento do produtor.Milho: alta





