Agência Estado
De São Paulo
Os investidores vão acompanhar esta semana a definição sobre o nível dos juros nos Estados Unidos e no Brasil, o que poderá determinar em que direção o mercado vai caminhar daqui para a frente. Amanhã, o Fed, o banco central norte-americano, deverá aumentar as taxas básicas em mais 0,25 ponto porcentual, elevando os juros para 6%. Na quarta-feira, será a vez de o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir se mantém ou retoma a trajetória de queda dos juros brasileiros. A aposta da maior parte do mercado é a de que a taxa Selic vai continuar em 19% ao ano.
Se o Fed realmente decidir por um aumento de 0,25 ponto porcentual, é possível que a instabilidade do mercado acionário norte-americano diminua. Se isso ocorrer, a forte volatilidade da Bolsa paulista também tende a ser reduzida, já que as incertezas em relação ao mercado norte-americano é que estão atrapalhando o desempenho do Ibovespa.
O diretor de Renda Variável da Crédit Lyonnais Asset Management, Fábio de Aguiar Faria, é otimista em relação às perspectivas para este ano do investimento em ações, pois a inflação está controlada, o quadro fiscal é positivo e os juros devem cair ao longo do ano. Ele acredita que, apesar das oscilações de curto prazo, o rendimento do Ibovespa no ano será superior ao oferecido na renda fixa.
Nesse segmento, aliás, ele diz que os fundos prefixados são mais indicados do que os fundos DI, ainda que acredite que o Copom vai manter os juros em 19%. ‘‘No decorrer do ano, as taxas devem cair, chegando a 16% em dezembro.’’ Com isso, é possível ter maiores ganhos nos fundos prefixados, que se beneficiam da tendência de queda dos juros.

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