Definição com México pode sair em alguns dias
Agência Estado
De São Paulo
Se depender da iniciativa privada, o acordo bilateral automotivo entre Brasil e México deve sair nos próximos dias. O principal representante da indústria automobilística brasileira, José Carlos Pinheiro Neto, presidente da Associaçao Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), disse que a entidade concorda com os últimos pontos apresentados pelo governo mexicano.
A contraproposta do México, feita a Pinheiro Neto por telefone no último dia 16, prevê a importação de uma cota bilateral de 60 mil veículos durante os seis meses em que vigorar o acordo transitório. Neste período, a alíquota do imposto de importaçao entre os dois países seria de 8% para automóveis e veículos comerciais leves, podendo ser estendida a caminhões e ônibus.
O índice de conteúdo local mínimo de peças produzidas no país de origem do carro ainda está em discussão, mas deve ficar entre 50% (regra do Nafta) e 60% (conteúdo do Mercosul). O critério de distribuição da quota no Brasil seria de acordo com a produção de cada montadora.
A negociação do acordo bilateral automotivo entre Brasil e México teve início em agosto de 99. A proposta inicial da Anfavea era de imposto zero e livre comércio. Os pontos apresentados pelo governo mexicano na última semana e aceitos pela indústria brasileira são uma resposta à tréplica do Brasil, que previa cota de 100 mil veículos e imposto de 5%.
Atualmente, os carros mexicanos que entram no País pagam imposto de 35%. O governo do México, que antes cobrava 8%, retomou em janeiro a alíquota de 20%, aplicada até 98. No ano passado, as exportações brasileiras para o mercado mexicano somaram US$ 250 milhões e as importações foram de US$ 100 milhões.





