Mesmo com a alta do dólar e o menor crescimento da atividade econômica brasileira diminuindo o ritmo de aumento das importações, a balança comercial este ano deve mais que dobrar o saldo negativo em relação ao ano passado, segundo a previsão da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade reafirma na edição de abril de seu boletim Comércio Exterior em Perspectiva divulgado ontem, que o déficit comercial de US$ 708 milhões do ano passado deve passar para algo em torno de US$ 1,5 bilhão este ano.
As importações aumentaram 18,8% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, mas apenas 15,8% em abril de 2001 em relação ao mesmo mês de 2000.
A CNI observa que, mesmo com essa diminuição, o crescimento porcentual das importações, continua maior que o das exportações, que cresceram apenas 14,1% em relação a janeiro-abril de 2000, o que causou o déficit de US$ 558 milhões no primeiro quadrimestre deste ano.
‘‘Além da já verificada perda de ritmo das exportações brasileiras de manufaturados, as previsões para o crescimento da economia mundial vêm sendo revistas para baixo, apontando para uma possível retração da demanda externa por produtos brasileiros’’, diz o texto.
O boletim também observa que as negociações para a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) avançam de maneira gradual porém ‘‘sustentadas por um quadro institucional bastante sólido e com uma autonomia de operação razoável em relação a vicissitudes e problemas que possam afetar os países que participam do processo.
A CNI também recomenda que a Coalizão Empresarial Brasileira, da qual participa junto com entidades representativas de outros setores econômicos, passe a se pautar pela evolução das negociações internacionais em relação à Alca e pela preparação da etapa de negociação de acesso a mercado, em vez de seguir o cronograma de reuniões do Fórum Empresarial das Américas.

mockup