O Brasil fechou o mês de outubro com uma piora no saldo de suas transações correntes (todas as operações de comércio e serviços que o País realiza com o exterior). O resultado do mês foi negativo em US$ 3,88 bilhões, contra um déficit de US$ 2,85 bilhões em setembro. O déficit em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) cresceu de 3,89% em setembro para 4,07% em outubro.
As previsões de déficit no ano, porém, foram melhoradas pelo governo. A equipe econômica aposta que as medidas de incentivo à exportação incluídas no pacote de proteção ao real, reduzirão a taxa a 4,3%, contra 4,5% projetados antes. ‘‘Acredito que ficará em 4,3%’’, confirmou ontemo chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Altamir Lopes.
Isso significa, portanto, que a situação do País deverá ser mantida. Números divulgados pelo BC indicam que, nos 12 meses encerrados em outubro, o déficit em transações correntes já era de 4,3%, o correspondente a US$ 33,3 bilhões. Em relação ao período de 12 meses fechados em setembro, quando havia chegado a 4,31% do PIB, o déficit apresentou uma leve melhora.
A avaliação do chefe do Depec é de que, mesmo antes do pacote, o déficit já apresentava uma tendência de acomodação. Para o próximo ano, no entanto, o presidente do BC, Gustavo Franco, já aposta que haverá uma queda substancial do déficit em transações correntes e acredita que ficará em torno de 2,4% do PIB.

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