Agência O Globo
De Brasília
No acumulado do pri meiro semestre do ano, o déficit em transações correntes acumulou US$ 12,289 bilhões, equivalente a 4,45% do Produto Interno Bruto (PIB) no período. Houve uma queda de US$ 1,116 bilhão em relação ao resultado de igual período do ano passado. A razão desta melhora é explicada pelo reversão de US$ 800 milhões da balança comercial e um ganho de US$ 216 milhões a mais nas transferências unilaterias, que são as remessas feitas por brasileiros residentes no exterior, que foram favorecidas pela desvalorização cambial.
De janeiro a junho, transações correntes tiveram saldo negativo de US$ 12,2 bi. Queda de US$ 1,1 bi em relação a 98
Em junho, o déficit em transações correntes do Brasil com o exterior atingiu US$ 2,946 bilhões, resultado maior que US$ 2,481 bilhões registrado em junho de 1998. Em relação a maio deste ano, o déficit é ainda pior, já que naquele mês o resultado havia sido negativo em US$ 1,637 bilhões.
Os gastos líquidos do Brasil com juros externos acumulados no primeiro semestre deste ano atingiram US$ 7,755 bilhões, valor superior aos US$ 5,214 bilhões registrados no primeiro semestre de 1998. Segundo Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do Banco Central, tanto o resultado mensal como o semestral refletem a queda na receita provocada pela diminuição das reservas internacionais e também na elevação das despesas vinculadas ao aumento da dívida externa.
O chefe do Depec assinalou também que os gastos com pagamentos de juros externos tiveram um aumento expressivo em junho em relação a maio deste ano devido à concentração de vencimentos no mês. Lopes informou que neste mês de julho, o País terá que pagar US$ 996 milhões de juros.
Altamir Lopes afirmou que a meta de um déficit de conta corrente de US$ 21 bilhões deve ser alcançada. Segundo Lopes, ‘‘é impensável’’ que as transações correntes repitam o desempenho do segundo semestre do ano passado, quando o País enfrentou a crise russa e o déficit subiu para US$ 33,6 bilhões.

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