Déficit em transações é o menor desde dezembro de 2000
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segunda-feira, 25 de março de 2002
Agência Folha 
Brasília O déficit em transações correntes do Brasil atingiu, no mês passado, o nível mais baixo desde dezembro de 2000. Considerado o principal indicador da dependência externa de um país, o déficit externo acumulado nos últimos doze meses chegou a 4,22% do PIB (Produto Interno Bruto).
Embora continue num nível alto economistas consideram muito elevados déficits que ultrapassem 4% do PIB , o Banco Central espera que o déficit em transações correntes caia para 3,86% até o final deste ano.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, a redução do déficit externo deve ser consequência da melhora nos resultados obtidos pela balança comercial um dos itens que compõem a conta de transações correntes.
Para este ano, o BC projeta um superávit comercial de US$ 5 bilhões, quase o dobro dos US$ 2,6 bilhões obtidos em 2001. O resultado é consequência da alta do dólar observada desde o ano passado, que estimula as exportações e torna produtos importados, em reais, mais caros.
No primeiro bimestre deste ano, a balança comercial teve superávit de US$ 434 milhões. No mesmo período de 2001, houve déficit de US$ 401 milhões.
Além da balança comercial, fazem parte da conta de transações correntes a balança de serviços (remessas de lucros, pagamento de juros, viagens internacionais) e as transferências unilaterais (dinheiro enviado do Brasil para o exterior e vice-versa).
No Brasil, a balança de serviços é deficitária por causa, principalmente, dos elevados gastos com pagamentos de juros da dívida externa. Nos últimos meses, porém, a desvalorização do real tem ajudado a reduzir esse déficit. No primeiro bimestre de 2001, o resultado da balança de serviços foi negativo em US$ 3,9 bilhões. Nos dois primeiros meses deste ano, o déficit caiu para US$ 2,9 bilhões.


