A balança comercial brasileira acumulou um déficit de US$ 164 milhões até o dia 17 deste mês, segundo anunciou ontem o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros (foto). O dado mostra melhora no desempenho da balança, pois o resultado parcial até o dia 13 era de um déficit de US$ 186 milhões. ‘‘Ainda teremos déficit em fevereiro, mas eu não ficaria surpreso com uma melhora em março’’.
Ele informou que, de março a maio, o desempenho da balança será ‘‘muito melhor’’ pela combinação de três fatores: manutenção das taxas de crescimento das exportações, colheita da safra agrícola e redução das importações, como efeito da retração econômica provocada pela alta das taxas de juros. ‘‘Vou comprar um terno mais claro’’, brincou. Mendonça costuma usar um terno preto para anunciar déficits comerciais superiores a US$ 1 bilhão e cores tanto mais claras quanto melhor é o resultado.
Ontem foi divulgado ainda o resultado revisado da balança comercial em janeiro: um déficit de US$ 664 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,194 bilhões e importações de US$ 4,578 bilhões. O saldo anterior, divulgado no começo de fevereiro, era um déficit de US$ 717 milhões, mas esse número não levava em conta importações registradas e não realizadas na segunda quinzena de janeiro.
As importações ficaram 12,7% abaixo daquelas realizadas em janeiro do ano passado. No entanto, esse número está distorcido. Parte das importações realizadas em janeiro de 97 - como as de petróleo - só foram registradas em fevereiro. Isso ocorreu por causa de dificuldades operacionais no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).
As exportações de janeiro foram recorde para o mês, segundo anunciou o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo (MICT), Maurício Côrtes. Na comparação com janeiro de 97, o crescimento foi de 11,3%.

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