Déficit da Previdência é de R$ 8,8 bi no ano
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quinta-feira, 15 de novembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
A Previdência Social teve uma arrecadação recorde de R$ 5,072 bilhões em outubro. Com esse resultado, e com a ajuda de uma pequena queda nas despesas com benefícios, o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu 14,6% em relação a setembro, ficando em R$ 954,4 milhões. De janeiro a outubro, no entanto, o déficit da Previdência atingiu R$ 8,8 bilhões, 19,8% a mais do que o saldo negativo de R$ 7,4 bilhoes registrado no mesmo período do ano passado.
O secretário de Previdência Social, Vinícius Carvalho Pinheiro, atribui o crescimento do déficit nos primeiros dez meses deste ano ao aumento de 20% dado em maio ao salário mínimo, que foi repassado aos benefícios previdenciários. Em termos de arrecadação, segundo ele, o INSS está bem, pois não se concretizaram as previsões pessimistas de que haveria queda do nível de emprego formal em decorrência do racionamento da energia e da crise econômica internacional.
Em termos de emprego, ocorreu justamente o contrário. ''A arrecadação de outubro foi a maior de todos os tempos e reflete o aumento do emprego formal'', afirmou Pinheiro. Em termos reais (já descontada a inflação), a arrecadação do mês passado foi 2,3% maior do que a de setembro.
Já na área de benefícios, a pequena diminuição verificada em outubro não pode ser vista como uma tendência. A despesa caiu de R$ 6,075 bilhões, em setembro, para R$ 6,026 bilhões por causa da greve dos servidores do INSS, que já dura mais de 90 dias.
A Previdência sabe que a despesa deve aumentar quando os servidores retornarem ao trabalho, por causa do pagamento dos benefícios repressados, que sofrerão correção monetária.
O INSS estima que cerca de 300 mil benefícios deixam de ser pagos a cada mês de paralisação. Benefícios temporários, como o auxílio-doença, por exemplo, também não puderam ser cancelados durante a greve e a conta pesará mais na rubrica benefícios a conceder.


