Bra­sí­lia - O va­lor do pa­ga­men­to de be­ne­fí­cios da Pre­vi­dên­cia So­cial su­pe­rou a ar­re­ca­da­ção no pri­mei­ro se­mes­tre e pro­vo­cou um dé­fi­cit de R$ 21,55 bi­lhões. O nú­me­ro re­pre­sen­ta uma pio­ra de 10,7% em re­la­ção ao mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do.
  O go­ver­no es­pe­ra fe­char o ano com um dé­fi­cit de R$ 40,8 bi­lhões, aci­ma dos R$ 38,2 bi­lhões re­gis­tra­dos em 2008.
  Nos pri­mei­ros ­seis me­ses do ano, a ar­re­ca­da­ção cres­ceu 5,4% e so­mou R$ 82,88 bi­lhões. Es­se au­men­to das re­cei­tas pre­vi­den­ciá­rias, em um mo­men­to de que­da na ar­re­ca­da­ção de tri­bu­tos, se­gun­do o Mi­nis­té­rio da Pre­vi­dên­cia, se de­ve à re­cu­pe­ra­ção do mer­ca­do de tra­ba­lho no iní­cio des­te ano, ­após as de­mis­sões pro­vo­ca­das pe­la cri­se eco­nô­mi­ca em 2008.
  ‘‘Nos me­ses de ou­tu­bro a ja­nei­ro, a ar­re­ca­da­ção an­dou de la­do. De­pois de fe­ve­rei­ro, vol­tou a cres­cer. Não na mes­ma ve­lo­ci­da­de do ano an­te­rior, mas es­tá cres­cen­do 5% aci­ma da ­inflação’’, dis­se o se­cre­tá­rio de Pre­vi­dên­cia So­cial, Hel­mut Schwar­zer.
  ‘‘A pers­pec­ti­va no se­gun­do se­mes­tre é de que o mer­ca­do de tra­ba­lho con­ti­nue nes­sa ten­dên­cia.’’
  Já as des­pe­sas fi­ca­ram em R$ 104,43 bi­lhões, al­ta de 6,5%. O au­men­to nas des­pe­sas se de­ve, en­tre ou­tros mo­ti­vos, à an­te­ci­pa­ção do rea­jus­te do sa­lá­rio mí­ni­mo de mar­ço pa­ra fe­ve­rei­ro, que te­ve um im­pac­to de cer­ca de R$ 800 mi­lhões. ­Além dis­so, o rea­jus­te do mí­ni­mo nes­te ano tam­bém fi­cou aci­ma da in­fla­ção.
  Em re­la­ção aos tra­ba­lha­do­res na ­área ur­ba­na, o dé­fi­cit no ano foi de R$ 2,9 bi­lhões, au­men­to de 16,7%. Na ­área ru­ral, de R$ 18,6 bi­lhões (9,9%).
  So­men­te no mês de ju­nho, o dé­fi­cit fi­cou em R$ 3,38 bi­lhões. Hou­ve uma pio­ra tan­to em re­la­ção a ­maio (al­ta de 22,9% no dé­fi­cit) quan­to na com­pa­ra­ção com ju­nho de 2008 (12,5%). O re­sul­ta­do de ju­nho é a di­fe­ren­ça en­tre uma ar­re­ca­da­ção de R$ 14,07 bi­lhões e des­pe­sas de
R$ 17,45 bi­lhões.
  Em ju­nho, 69,2% dos be­ne­fí­cios pa­gos pe­la Pre­vi­dên­cia pos­suíam va­lor de até um sa­lá­rio mí­ni­mo. Is­so re­pre­sen­ta 18,4 mi­lhões de be­ne­fi­ciá­rios que ga­nham o pi­so do ­INSS ou be­ne­fí­cios as­sis­ten­ciais me­no­res que es­se va­lor.
­Eles res­po­dem por 47% dos be­ne­fí­cios pa­gos na ­área ur­ba­na (7,2 mi­lhões de pes­soas) e 99,3% na ­área ru­ral (7,8 mi­lhões de be­ne­fi­ciá­rios).
O va­lor mé­dio dos be­ne­fí­cios e apo­sen­ta­do­rias pa­gos no ano che­gou a R$ 663,45, o que re­pre­sen­ta um au­men­to ­real (aci­ma da in­fla­ção me­di­da pe­lo ­INPC) de 20,8% des­de 2002.

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