Brasília - Os sucessivos recordes de geração de emprego e a melhora dos salários dos trabalhadores fizeram com que as contas da Previdência Social melhorassem de 2009 para 2010. O rombo da Previdência Social registrou uma queda real de 4,5% no período, passando de R$ 46,434 bilhões (1,3% do PIB) para R$ 44,353 bilhões (1,2% do PIB). Todos os valores foram corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
A perspectiva do Ministério da Previdência é de uma nova redução do deficit neste ano, diminuindo as pressões por uma reforma urgente no setor para que haja sustentabilidade do sistema no longo prazo. Assim que assumiu a presidente Dilma Rousseff evitou se comprometer com a realização de uma reforma previdenciária, apesar de economistas ressaltarem a necessidade de mudanças para conseguir equilibrar as contas públicas nos próximos anos.
A proposta encaminhada pelo governo para elaboração do orçamento já prevê um valor menor de R$ 41,6 bilhões ou 1,1% do PIB, segundo estimativa do Ministério da Previdência Social. Mas essa projeção deve ser alterada com a definição do salário mínimo.

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