Brasília - A Previdência Social registrou deficit de R$ 5,19 bilhões em agosto. O número representa um aumento de 67% em relação ao mesmo mês do ano passado.
As despesas com pagamentos de benefícios fecharam o mês em R$ 19,59 bilhões, superando a arrecadação de R$ 14,4 bilhões, o que gerou o deficit. Em relação a julho, quando o deficit foi de R$ 3,09 bilhões, houve aumento de 22,4%.
No acumulado do ano, o deficit cresceu 14,8%, totalizando R$ 29,9 bilhões. A arrecadação foi de R$ 111,83 bilhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 141,7 bilhões.
O governo espera fechar o ano com um deficit de R$ 41,4 bilhões, acima dos R$ 38,2 bilhões registrados em 2008.
Em agosto, 69% dos benefícios pagos pela Previdência possuíam valor de até um salário mínimo. Isso representa 18,4 milhões de beneficiários que ganham o piso do INSS ou benefícios assistenciais menores que esse valor.
Eles representam 46,7% dos benefícios pagos na área urbana (7,2 milhões de pessoas) e 99,3% na área rural (7,8 milhões de beneficiários).
O valor médio dos benefícios e aposentadorias pagos no ano chegou a R$ 707,41, o que representa um aumento real (acima da inflação medida pelo INPC) de 27,1% desde 2002.

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